COLUNA CHICOLELIS: Nos aviões, desrespeito aos “pernalongas”

Quem tem altura acima de 1.80m sofre nos voos dos dias atuais, salvo paguem por espaço decente para suas pernas. No início da semana fui à Brasília e sentei em uma poltrona, no corredor e minhas pernas ficaram prensadas pelo encosto do assento da frente, sem que seu usuário o inclinasse.

Piorou quando ele reclinou e a chapa de metal que compõe o encosto, “esmagou” meus joelhos. Foi neste momento que eu lembrei, instantaneamente do assento 8C do Fokker 100, (lugar recomendado pelo comandante Rolim) da antiga TAM (hoje LATAM), onde o som dos motores era o menor da aeronave.

Mas, não era a questão do barulho dos motores, insuportável no voo desta semana da Gol, o mais importante era o espaço entre as poltronas, excepcional, não precisava pagar pela sua escolha, como acontece nos dias de hoje, que cobram, mas não oferecem conforto algum.

Bagagens

Isso sem contar com o quesito bagagem, que as companhias aéreas conseguiram passar uma resolução que iria baixar o preço das tarifas, se todo passageiro levasse apenas uma “malinha” ou mochila.

O que se vê é que a passagem nunca teve seu preço reduzido e, aquele passageiro que entre por último no avião tem que contar com um milagre para conseguir colocar sua “malinha” no bagageiro.

Isto porque não há nenhuma fiscalização por parte das empresas e tem passageiros que entre no avião com três “malinhas”, sem tomar cuidado quando passa pelo corredor, batendo nos ombros ou cabeça de quem já está sentando.

Serviço de bordo

Salvo a gentileza dos comissários, chamar aquilo de ”serviço” de bordo é ofender aos passageiros. Quem viaja nos dias de hoje sabe do que falo. Um ridículo pacotinho de salgadinho, água, um café de gosto duvidoso, refrigerantes e olhe lá! Dê-se por satisfeito!

Enfim, viajar de avião hoje é algo muito triste para quem fez isso nos anos 70, 80 e 90, especialmente se os voos aconteceram a bordo de aeronaves da Varig, excelência em conforto e qualidade dos serviços.

Mas, não adiante reclamar, ficar lembrando dos bons tempos da TAM, Varig, Vasp, Transbrasil e outras, pois os tempos são outros e a empresas reclamam dos seus ganhos e apontam grandes prejuízos.

Afinal, como diz o dito popular: é que temos para hoje.​ Mas, se for possível, vá de ônibus, que hoje são muito confortáveis.

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